Gente, esse UOLK é só pra dizer que eu amo ocêis dimais da conta, viu? Cêis são tudo de bão que alguém pode merecer. Queria mes era dizê ,quanto mai amigo mio,ara,venha entra,sem bater. Óiproceisvê, Quem tem amigos assim, tem um tisôru! Eu guárdêsse tisouro, com todo carin, Do Lado Esquerdupeito !!! Dentro do Meu Coração.
Encerrando amanha a montagem de fotos para o video raya e amigos. Solicito q envie a foto e autorização pra divulgacao da mesma em meu e mail poesia2007@hotmail.com...beijos
As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!" (Antoine de Saint-Exupéry)
Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. - De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. - Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas. - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! - Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.
Uma bordadeira viúva, muito pobre, deparou-se certo dia com um trabalho de grande perfeição e desejou criar outro igual...
O BORDADO ENCANTADO
...a partir de então, depois de dedicar-se até tarde aos trabalhos
que vendia no mercado,
avançava noite adentro, tentando dar forma a seus sonhos.
Iluminada apenas por uma tocha que exalava tênue
mas irritadiça fumaça,
seus olhos arderam e verteram copiosas lágrimas.
Então ela teve uma idéia:
Reteria as lágrimas no lago da paisagem que estava bordando. Mas a irritação foi piorando e chegou a um ponto tal
que tingiu de sangue as lágrimas da obstinada mulher. Assim que conseguiu terminar o trabalho, a viúva mostrou-o aos filhos que ficaram maravilhados. O bordado era tocado por um sopro mágico.
Como a mãe teve forças para realizar semelhante tarefa?
Para ver o bordado sob os primeiros raios de sol, a viúva foi para fora, seguida pelos filhos. Aos poucos, toda a aldeia juntou-se a eles e não houve quem não se surpreendesse com a beleza radiante que tinham diante de si.
No auge da festa... um forte vento envolveu a bordadeira,
arrancou a obra de suas mãos e sem que
ninguém tivesse tempo para nada,
levou-o feito pipa para além das montanhas. A bordadeira pôs-se a chorar. "Quem me trouxe assim de longe bordados tão delicados? Quem me deu risos e flores sem diluir meus pesares?"
Desse modo... todo final de tarde,
Depois desse dia... a bordadeira foi tomada por tamanha tristeza, que acabou adoecendo. Perdera a vontade de trabalhar, de comer e de falar. Só cantava:
seu lamento espalhava-se pela aldeia afora, enchendo de melancolia o coração das gentes que viviam no lugar.
Um dia...não suportando mais, chamou os filhos; - Meus queridos, tenho que procurar meu bordado. - Fique em casa, mãe. Eu vou procurar o bordado em seu lugar - falou o filho mais velho. No dia seguinte, ele partiu em direção ao Leste. A viúva voltou a bordar algums peças e vendia no mercado. E o tempo passou.
Como não tinha notícias do filho, adoeceu novamente. O segundo filho saiu à procura do irmão e não mais retornou. Uma noite, a mulher anunciou que ela mesma iria atrás dos filhos e de seu bordado. -Mas, minha mãe! No seu estado não agüentará andar noite e dia pelas estradas! - falou o filho caçula. E partiu.
Dois dias depois, avistou uma cabana. Uma velhinha apareceu à porta e perguntou o que ele desejava. - Estou à procura de meus irmãos e de um bordado levado pelo vento. - falou o moço. - Dei pousada a seus dois irmãos, porém, antes do dia amanhecer, eles fugiram em direção contrária, com os saquinhos de ouro que eu lhes ofereci par alguma eventualidade. Soube que não pensam mais em voltar para casa.
O jovem ficou indignado com o que ouviu e envergonhado, não conseguiu reter as lágrimas. A velhinha falou: - Em primeiro lugar, é preciso desencantar o cavalo de pedra que está na entrada da cabana. Só ele sabe chegar ao bordado. Com uma pedra, devo arrancar dez dentes seus e implantá-los no cavalo. Depois terá de comer dez morangos do canteiro e tão logo faça isso estará prestes a partir.
O rapazinho ficou apavorado. - Nào forçe seu coração se ele o impede de prosseguir. Sua mãe compreenderá.- falou a boa velhinha. E antes de romper o dia, ele anunciou: - Boa senhora! Quebre meus dentes! Nào vou abandonar meu caminho! Estou pronto. Inexplicavelmente nenhuma gota de sangue saiu da boca do rapaz e a dor cessou assim que o cavalo comeu os dez morangos. No momento da partida, a velhinha disse ainda: - Para recuperar o bordado, você terá que vencer também o fogo, o frio e a violência das águas. Um único descuido e as chamas o reduzirão a cinzas, o frio o transformará em estátua e as águas o sugarão para sempre.
Depois de muitos dias de longas lutas contra as labaredas de um vulcão, revoltas águas do mar, glaciais temperaturas, o rapaz chegou ao sopé de uma montanha. Dali avistou um castelo de cristal. Tomou um banho no riacho, e enquanto se aproximava, ouvia um canto delicado, vindo de um jardim onde graciosas jovens bordavam. Espantadas com o relincho do cavalo, as moças cercaram o rapaz com muitas perguntas. Envaidecido com tantas atenções, ele nem se lembrou da falta dos dentes.
A Rainha das Fadas saiu do castelo e veio falar com o estranho. - O que o traz ao nosso reino, forasteiro? - Procuro o bordado de minha mãe. - O vento tomou-o emprestado. - Emprestado? - Sim. Quando alguém cria uma técnica nova, as fadas são obrigadas a aprendê-la para inspirar outras bordadeiras. Falta saber como ela bordou as águas do lago e como conseguiu tão belos tons de vermelho no horizonte. - Quanto tempo ainda demoram? - Não mais de dois dias e serás nosso hóspede. Temos, porém, uma condição, meu jovem: do reino, só poderá levar o bordado e boas lembranças. Somente as fadas podem viver nesse reino.
A fada de vermelho se apaixonara à primeira vista pelo rapaz e ele por ela. Para se consolar, a moça resolveu aplicar uma pequna fada de vermelho no bordado para que o amado se lembrasse dela toda vez que o olhasse. "Por que não era como os humanos, não impedidos de amar?"
Antes mesmo do dia clarear, o rapaz pegou o cavalo e preparou-se para partir, levando apenas o bordado e a dor da separação.
No retorno, as vagas do mar, o frio das geleiras, o calor das labaredas não ameaçaram o moço. A velhinha, o recebeu feliz. - Estou orgulhosa de você. Arrancou os dentes do cavalo devolvendo ao jovem. - Agora você vai calçar essas sandálias mágicas e estará em cada num minuto. Sei que seu coração chora, mas lembre-se de que
NUNCA SABEMOS
O QUE PODERÁ NOS OCORRER.
Ao chegar na aldeia onde morava, uma vizinha veio falar-lhe: - Sua mãe não se alimenta, não fica mais de pé, não sai da cama dia e noite. O moço, desenrolando o bordado, gritou: - Olhe minha mãe, olhe seu bordado! Consegui trazê-lo de volta! - Vamos para fora - falou a mãe, já fortalecida. - Finalmente poderemos admirar o bordado em paz.
Um inesperado vento, porém, surgiu novamente no auge dos festejos e arrancou o bordado das mãos da mulher. Só que desta vez, assim que ganhou altura, o bordado ficou parado no céu, aumentando aos poucos de tamanho até recobrir a aldeia. E cada pedacinho ganhava vida, transformando o pobre vilarejo num lindo, feliz e rico povoado. - É um milagre! Um verdadeiro milagre! - repetiam todos.
Feliz, o filho da viúva saiu correndo pelos imensos campos de flores, achando o lugar tão belo como o da montanha encantada. Pôs-se a chorar e lembrar da amada e foi ao lago na esperança de encontrar consolo na placidez de suas águas. De lá saiu uma jovem parecida com a fada de vermelho. - ....quando tudo ganhou vida, a imagem que eu bordei também se tornou real. Assim, estou aqui, sem ter saído de lá. O jovem tomou a amada nos braços e a pediu em casamento. E foram felizes naquela aldeia, iluminada todo final de tarde pelo brilho de um sol avermelhado. Os dois irmãos...não se soube mais deles.